SIATT conclui primeiro lote do míssil MAX 1.2 AC para o Exército Brasileiro
Foi finalizado o primeiro lote do míssil MAX 1.2 AC destinado ao Exército Brasileiro. Supostamente, o contrato inicial prevê a aquisição de 120 unidades do produto nacional.
A SIATT concluiu o primeiro lote do míssil MAX 1.2 AC destinado ao Exército Brasileiro pouco mais de um ano após a assinatura do contrato. O avanço representa mais um passo no fortalecimento da capacidade nacional de defesa antitanque e evidência a consolidação da empresa no segmento de armamentos guiados de alta precisão.
Em março deste ano, informações obtidas pelo jornal Folha de São Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) revelaram que o Exército Brasileiro adquiriu 120 unidades do sistema. A encomenda reforça o interesse da Força Terrestre em ampliar suas capacidades operacionais diante das rápidas e imprevisíveis mudanças geopolíticas que estamos assistindo.
| Primeiro lote do míssil MAX 1.2 AC destinado ao Exército Brasileiro. Foto: SIATT. Divulgação: Paulo Bastos (Revista Tecnologia & Defesa) |
O MAX 1.2 AC é um míssil superfície-superfície antitanque de médio alcance, portátil, desenvolvido pela SIATT com foco em precisão, mobilidade e capacidade de emprego contra veículos e posições fortificadas. O programa integra o esforço brasileiro para reduzir dependências externas de meios estratégicos e ampliar a autonomia tecnológica da Base Industrial de Defesa.
Diante desse cenário, a conclusão rápida do primeiro lote de um sistema anticarro nacional evidência a capacidade da indústria local em cumprir cronogramas e avançar na produção seriada de sistemas complexos. O marco fortalece a credibilidade da SIATT no setor e demonstra o amadurecimento tecnológico e industrial necessário para futuras oportunidades no mercado internacional.
| Míssil MAX 1.2 AC destinado ao Exército Brasileiro em fase de integração final. Foto: SIATT. Divulgação: Defence 360° |
Nos últimos anos, a SIATT vem ampliando sua participação em projetos de elevada relevância para as Forças Armadas, consolidando-se como uma das principais empresas nacionais no segmento de defesa, preenchendo um espaço que foi por muito tempo ocupado pela Avibras e que ficou vago com a interrupção de suas atividades por cerca de quatro anos durante sua grave crise financeira.
Em perspectiva, lembra-se que o MAX 1.2 AC não ficou restrito ao Exército Brasileiro, já que também foi incorporado pelo Corpo de Fuzileiros Navais (CFN). A Marinha do Brasil e a empresa possuem uma relação que vai além deste programa e se expande para projetos de grande relevância ao país, como o Míssil Antinavio de Superfície (MANSUP) e a primeira Unidade de Vigilância Costeira do SisGAAz.
| Míssil Max 1.2 AC do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) sendo disparado na Operação Atlas em Formoso - Goiás. Foto: Suboficial Ibraim. Divulgação: Marinha do Brasil |
Reconhecida como Empresa Estratégica de Defesa (EED) pelo Ministério da Defesa, a SIATT ocupa atualmente uma posição de destaque na América do Sul. Nos últimos anos, a empresa passou a contar com participação societária do EDGE Group, importante conglomerado de defesa dos Emirados Árabes Unidos. O movimento, claro, ampliou sua capacidade de investimento, sua projeção internacional, a infraestrutura industrial e seu potencial produtivo.
Portanto, com a conclusão do primeiro lote do MAX 1.2 AC para o Exército Brasileiro, a SIATT coloca o país em posição privilegiada na região. Já operamos o sistema israelense Spike LR2 e, nos próximos anos, o Brasil se tornará o primeiro usuário sul-americano do míssil norte-americano Javelin.
Assim sendo, esse marco reforça não apenas a maturidade industrial da SIATT, mas também o momento de transformação e modernização das Forças Armadas. Em um cenário marcado pela busca por autonomia tecnológica e fortalecimento das capacidades de autodefesa, programas estratégicos como o MSS 1.2 AC demonstram que o Brasil possui competência para desenvolver sistemas de alta complexidade internamente.
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