MANSUP: Marinha do Brasil avança com sucesso no desenvolvimento do míssil antinavio nacional

Concluído com sucesso o quinto lançamento do míssil antinavio MANSUP. O teste marca mais um avanço na qualificação do sistema nacional, que evolui com a versão de maior alcance MANSUP-ER e o desenvolvimento da variante ar-superfície MARSUP.

Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP). Foto: Marinha do Brasil. Divulgação: Agência Marinha de Notícias.

A Marinha do Brasil deu mais um passo concreto rumo à independência tecnológica em sistemas de armas. No final de junho, foi concluído com sucesso o quinto teste de lançamento do Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP), um projeto estratégico que vem sendo desenvolvido integralmente no país há quase duas décadas.

O ensaio ocorreu a cerca de 300 km da costa de Cabo Frio (RJ), com a Fragata Defensora (F41) atuando como plataforma principal de lançamento. A operação contou ainda com o apoio da Fragata União (F45) e de aeronaves de apoio (Esquilo UH-12 e Wild Lynx AH-11B). O foco principal foi validar o alcance máximo do míssil e o comportamento de seus sistemas em ambiente operacional real.

Nesse sentido, a ideia é realizar mais dois lançamentos até o final de 2026 para concluir a qualificação da versão atual, quando o míssil será efetivamente incorporado ao arsenal da Marinha do Brasil. Totalmente operacional, o sistema consolidará uma capacidade dissuasória robusta e versátil, podendo ser integrado finalmente as Fragatas da Classe Tamandaré. 

Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP). Foto: Cabo Antunes. Divulgação: Agência Marinha de Notícias.

O MANSUP não é apenas um míssil isolado, mas o núcleo de uma família de armamentos que está se expandindo rapidamente. A versão original, com alcance de aproximadamente 70 km, já demonstra maturidade nos lançamentos realizados até aqui. Paralelamente, avança o desenvolvimento do MANSUP-ER (Extended Range), versão turbofan com alcance estendido para até 200 km, maior velocidade e carga útil (cabeça de combate) de 150 kg, insensível, com efeitos de sopro e de fragmentação, acionamento por impacto ou proximidade.

Além disso, a Marinha e a SIATT firmaram acordo para o MARSUP, a variante ar-superfície antinavio. Essa nova derivação permitirá o emprego a partir de aeronaves da Força Aeronaval, criando uma capacidade integrada de ataque multi-plataforma (superfície, terrestre e aérea), algo essencial para operações modernas no ambiente marítimo.

Essa evolução transforma o programa em um verdadeiro ecossistema de mísseis nacionais, reduzindo dependência externa e posicionando o Brasil como um dos poucos países da região com domínio tecnológico completo nesse segmento.


Fonte: Agência Marinha de Notícias; Segundo-Tenente (RM2-T) Ribeiro

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